Medicamentos para perda de peso liberados no Brasil

Nós, como nutricionistas, devemos estar sempre estudando e nos atualizando. Um tema constante dentro do consultório e de grupos de emagrecimento é o uso de medicamentos para perda de peso. Os pacientes possuem muitas dúvidas sobre o assunto, e mesmo que não seja o nosso papel prescrever ou demonizar esses medicamentos, é necessário entendermos o funcionamento de cada um e seus efeitos colaterais, para que possamos difundir essa informação de forma correta.

Os quatro medicamentos abaixo são liberados pela Anvisa para tratamento da obesidade:

  1. Sibutramina: É o medicamento mais conhecido pelos pacientes quando entram no consultório. Ele diminui a fome e faz com que a sensação de saciedade chegue mais rápido ao nosso cérebro.
  2. Orlistat (Xenical): Impede a absorção de gordura pelo intestino, o que reduz a quantidade de calorias consumidas pelo paciente.
  3. Liraglutida: Utilizado em forma de injeção, atua no centro da fome e saciedade, fazendo com que a pessoa sinta menos apetite.
  4. Cloridrato de lorcasserina (Belviq): Atua nos níveis de serotonina do cérebro, diminuindo o apetite e aumentando a saciedade

Além disso, existem esses três medicamentos que tiveram seus registros cancelados por falta de evidência de eficácia, mas não estão proibidos. Qualquer empresa da indústria farmacêutica pode pedir o registro dessas substâncias no Brasil:

  1. Fempromporex: Medicamento estimulante da classe das feniletilamina e anfetamina. É usado como um inibidor do apetite para o tratamento da obesidade (foi liberado recentemente pela Anvisa, após anos proibido).
  2. Anfepramona: Fármaco anorexígeno, atua de forma semelhante à anfetamina.
  3. Manzidol: Também atua de forma semelhante à anfetamina. Age no centro de controle de apetite, aumentando níveis de neurotransmissores que dizem ao organismo a hora de parar de alimentar-se.

Deve-se lembrar que esses medicamentos possuem doses precisas e efeitos colaterais, e por isso é papel de todos os profissionais da saúde conscientizar pacientes e população sobre os malefícios do uso indiscriminado dos mesmos. Ainda em nossa profissão, como nutricionistas, podemos auxiliar pacientes obesos de outras formas, como indicando alimentos, chás e fitoterápicos que auxiliem na perda de gordura e aumentem o gasto energético do paciente (como os alimentos termogênicos).

 

Referências:

http://portal.anvisa.gov.br/rss/-/asset_publisher/Zk4q6UQCj9Pn/content/id/3423550

LUCCHETTA, Rosa Camila et al. Anfepramona e mazindol: um fim à discussão?. Rev. Assoc. Med. Bras. [online]. 2017, vol.63, n.3, pp.203-206. ISSN 0104-4230.  http://dx.doi.org/10.1590/1806-9282.63.03.203.

 

Luiza Ferracini Cunha

Nutricionista do Dietbox

CRN2 – 12980

Mestranda em Ciências da Saúde – UFCSPA

 

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