Por que acompanhar mais de perto pacientes que têm uma percepção equivocada de sua alimentação

Mudar o comportamento alimentar de quem há anos age de uma determinada forma não é tarefa fácil – principalmente quando há uma percepção equivocada de sua própria alimentação. Desafio para o nutricionista e desafio para o paciente, nessas horas mais do que nunca é necessário um acompanhamento nutricional mais próximo e o estabelecimento de um vínculo de parceria entre ambos. Nos obesos, essa visão distorcida da realidade é um verdadeiro fator de risco para a saúde, como mostra um estudo de pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Neste caso, o nutricionista deve utilizar todas as ferramentas disponíveis para criar um elo de empatia com o paciente e manter um acompanhamento nutricional próximo que aumente a possibilidade de sucesso.

No estudo, publicado na edição de janeiro/fevereiro de 2016 da Revista de Nutrição, pesquisadores da UFMG mostram que esta visão distorcida acerca da dieta rotineira é o maior obstáculo para uma mudança comportamental. O nutricionista, portanto, deve criar estratégias de atendimento diferenciadas para estes pacientes, de forma a despertar a real necessidade de modificações. Entre os fatores de risco detectados pela pesquisa para quem sofre de percepção equivocada sobre seus hábitos alimentares estão o consumo de gordura, a ingestão em excesso de ácidos graxos e a idade.

Diário alimentar favorece o acompanhamento nutricional mais próximo

Uma das estratégias a qual o nutricionista pode recorrer para um acompanhamento mais próximo é o estabelecimento de um diário alimentar. Nele, o paciente deve anotar tudo o que ele comer; tal estratégia aumenta as possibilidades de que o paciente se dê conta da inadequação do que come, tornando a mudança de hábitos alimentares um pouco mais fácil.

Com o diário alimentar é possível o nutricionista traçar um retrato mais fiel do que o paciente ingere, mas o interessante é que ele funciona em mão dupla, já que o próprio paciente passa também a conhecer melhor seus próprios hábitos. De acordo com a pesquisa da UFMG, dos 103 usuários de um serviço de atenção primária do SUS, 90,2% estavam nos estágios de ação e manutenção para o comportamento do consumo de gordura e 68,9% nos mesmos estágios para o consumo de frutas/hortaliças. A percepção equivocada do comportamento alimentar atingia 23,3% do primeiro grupo e 19,4% do segundo.

Diário ajuda a identificar períodos de fome e ansiedade

De acordo com outra pesquisa, esta do Instituto Weizmann, em Israel, períodos de tensão fazem o corpo aumentar a produção da proteína UCN3, responsável por tornar a comida mais atraente depois de situações de estresse. A estratégia, portanto, envolve pedir ao paciente que, além de anotar o que ingeriu, faça comentários sobre como se sente e por quê, ajudando a identificar períodos de fome e ansiedade. Ao mesmo tempo, o diário fortalece a relação com o nutricionista, que passa a compreender melhor as dificuldades encontradas pelo paciente ao longo do dia.

Quanto mais próximos, mais fácil a intervenção do nutricionista

Quanto mais de perto o nutricionista acompanhar o diário nutricional, mais fácil será intervir de forma assertiva, sugerindo alternativas alimentares e procurando mantê-lo não apenas satisfeito, mas ciente da sua alimentação e mais confortável a cada mudança. Ao usar um aplicativo com diário alimentar, paciente e nutricionista ficam ainda mais próximos. Como o diário fica disponível online, o profissional tem acesso a cada anotação de alimento ingerido e comentários em tempo real.

Além de escrever tudo o que comeu durante o dia, fazer lista de compras e anotar as emoções sentidas durante a refeição, um aplicativo com diário alimentar permite tirar dúvidas instantaneamente com o profissional através de um chat. O nutricionista passa a ter um controle muito mais próximo do paciente com percepção equivocada e este tem mais facilidade em se dar conta da inadequação de seus hábitos alimentares.

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