Transformação digital: você está atualizado?

Desde a década de 70 transformações tecnológicas profundas vem se inserindo no cotidiano dos profissionais de saúde. Entre 1980 e 1990, o campo da Nutrição teve grande evolução com o aumento do conhecimento científico proporcionado por novas tecnologias, procedimentos de diagnóstico e tratamentos cada vez mais especializados. A demanda da população por profissionais da Nutrição, a tendência crescente do envelhecimento populacional e o surgimento de novas doenças foram fenômenos determinantes para que a área se tornasse uma forte aliada da transformação digital.

A saúde na palma da mão (ou no pulso)

Atualmente, existem mais de 43.000 aplicativos na área de saúde disponíveis para download em diferentes plataformas móveis. Muitos desses aplicativos permitem obter o controle da frequência cardíaca do paciente, controlar a quantidade de calorias queimadas durante o dia, etc.

Um dos mais populares é o Instant Heart Rate que usa uma câmera inteligente para detectar o pulso dos pacientes e fornecer a leitura da frequência cardíaca imediata. É possível ao profissional ter o controle completo das estatísticas dos pacientes como os dados dos níveis de glicose e estresse e o controle da pressão arterial cardíaca.

Outro aliado ao realizar exames de rotina é o uso de relógios inteligentes. Entre os que se destacam temos o eHealth, um smartwatch usado para medir o nível de açúcar no sangue. O seu funcionamento é muito sofisticado: ele aquece a pele de uma maneira muito rápida, quase imperceptível, para abrir os poros do paciente. Em seguida, uma gota de suor é utilizada para obter os dados desejados.

Histórico médico na nuvem

Nos Estados Unidos, 80% dos centros de saúde usam registros eletrônicos para gerenciar as informações, mas apenas entre 10% e 15% atingiram o nível mais alto de maturidade digital, de acordo com uma pesquisa desenvolvida pela KPMG. Com relação a serviços de nuvem de computação, cerca de 15% dos hospitais já utilizam a nuvem para armazenar suas imagens desde 2013, e espera-se que até o final de 2016 esse número aumente para mais de 50%.

O estudo observa que em poucos anos, cerca de 500 milhões de pessoas em todo o mundo vão usar um aplicativo relacionado à saúde. Além disso, 21% dos adultos nos Estados Unidos afirmam que utilizam a tecnologia digital para rastrear suas informações de saúde e 26% dos hospitais estão presentes nas redes sociais. No Reino Unido, a cada dia um milhão de imagens alimenta o serviço nacional de saúde.

A saúde do futuro já está operando em países desenvolvidos com sistemas em que todos os dados médicos do paciente estão online. Na rede mundial de computadores, uma pessoa tem disponível todo o seu histórico médico de qualquer lugar do mundo, o que permite um atendimento rápido e seguro a partir de qualquer dispositivo ligado à internet.

Profissionais e pacientes conectados

Softwares desenvolvidos especialmente para o nutricionista já estão disponíveis no mercado e vem sendo bastante utilizados. Um exemplo é o Dietbox: o programa permite ao profissional compartilhar com o paciente, por exemplo, prescrições dietéticas personalizadas, receitas, cardápios, agenda de consulta, dados da avaliação antropométrica e lista de substituição. Do lado do paciente, este pode preencher e compartilhar com o profissional um diário alimentar, enviar fotos, receber alertas nos horários das refeições, entre outras vantagens. Tais facilidades aumentam a adesão do paciente ao tratamento e ajudam o nutricionista a gerenciar seus atendimentos de forma mais simples e eficiente.

E você, nutricionista, está atualizado? Acompanhe nossos posts e fique por dentro das últimas tendências!

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