Nutrição Esportiva: o que há de novo?

A nutrição esportiva é um dos fatores mais importantes para o bom desempenho dos atletas – e uma das áreas que mais tem ganhado destaque entre os esportistas. O bom desempenho dos atletas brasileiros classificados para as Olimpíadas em 2016 no Brasil e a excelente performance dos nossos rapazes da Brazilian Storm do surf profissional internacional que o digam. No entanto, é essencial que o profissional de nutrição se mantenha a par das novidades sobre nutrição esportiva; afinal de contas, ela não está voltada apenas para atletas profissionais, mas também para os atletas amadores e adeptos da atividade física em geral. Vale a pena ficar de olho nos principais assuntos da área – afinal, a atualização do nutricionista é um dos aspectos mais relevantes para uma boa colocação no mercado de trabalho.

Aumento da performance

O Instituto Australiano de Esportes (AIS) publicou uma estratificação das principais substâncias utilizadas para o aumento da performance, niveladas de acordo com evidências científicas. A entidade lista, em forma de fichas que podem ser consultadas facilmente, recomendações para cada tipo de esporte, com suas principais características e dicas de treinos, os problemas mais comuns entre cada grupo de atleta e dicas sobre a alimentação mais adequada antes, durante e depois da cada treino e competição.

Para os triatletas, por exemplo, a AIS sugere que o consumo de carboidratos deve diminuir na semana anterior à competição para evitar o ganho de peso. Para preencher adequadamente os estoques de glicogênio muscular, os atletas devem consumir entre 7 e 12g de carboidratos por quilo de peso corporal nas 24-48 horas que antecedem a prova. Há informações específicas sobre cada tipo de esporte e situação, que você confere aqui.

Estratégia nutricional para bailarinas clássicas

A Associação Brasileira de Nutrição Esportiva (ABNE) traçou uma estratégia nutricional para as bailarinas clássicas com base na necessidade de baixo percentual de gordura corporal (entre 8% e 10%), na interrupção da menstruação –  ocorrência comum entre 27% e 50% das bailarinas clássicas – e no perfil antropométrico eutrófico. Há a recomendação, por exemplo, da ingestão de 600 a 1.200 ml de água por hora de treinamento e a ingestão de alimentos ricos em carboidratos e proteínas após o treino. Acompanhe aqui.

Proteína e exercício resistido

O papel da proteína no exercício resistido (musculação) é revisto em um artigo que enfatiza a importância do timing de ingestão durante a rotina de tratamento. O nutricionista Murilo Dattilo, especialista em Nutrição Esportiva e Qualidade de Vida, defende a ingestão proteica em todas as refeições como forma de manutenção do pool de aminoácidos celular ao longo de todo o dia. Veja mais aqui.

Alimentos funcionais no esporte

A prática esportiva pode aumentar em até 20 vezes o consumo total de oxigênio no organismo e até 200 vezes a captação de oxigênio pelo tecido muscular, favorecendo a produção de radicais livres – o que contribui para ocorrência de danos celulares e a queda do desempenho do atleta. A inclusão de alimentos funcionais na dieta de esportistas pode reduzir essa perda. Os alimentos funcionais mais cotados para compor a alimentação diária são os que contém flavonoides, ácidos graxos ômega 3, licopeno, isoflavonas, ácido alfa-linolênico e catequinas, além dos probióticos lactobacilos e fibras solúveis e insolúveis. Saiba mais aqui.

Quer saber mais sobre nutrição esportiva? Acompanhe nossos posts e mantenha-se atualizado sobre a sua profissão.

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